Peca a folha de papel pela sua terminência
Pois num acesso de incompetência
Não foi suficiente para a minha confidência.
Fui eu quem falou demais?
Fui eu quem sentiu demais?
Fui eu quem escreveu demais?
Peca a folha de papel pela sua terminência
Mas não pela sua quantidade
Confidencio aqui só pela metade
E noutra folha, me entrego outra parte.
É folha de papel que pensa
É folha de papel que canta
É folha de papel que pulsa
Aqui ou alí, uma confidência avulsa.