Take a pen, a piece of paper and write! Someday someone as fool as you will think you wrote awesome things.
quarta-feira, outubro 15, 2008
e num é?!
a gente não aprende cedo:
Nem todo amor é platônico.
Nem todo limão é azedo.
terça-feira, outubro 07, 2008
Deixa?
Se me deixar eu faço,
Se me deixar eu bebo,
Se me deixar eu traço.
E eu não quero de ti pouco.
E eu não quero de ti só um tempinho.
Te quero em imensidão, te quero inteira.
Porque agora eu sou o seu namoradinho.
terça-feira, setembro 30, 2008
insaide.
Há muito a ser contado dentro de mim.
Há muito a ti ser dado dentro de mim.
Há muito que eu nem sei...
sabendo que te tenho dentro de mim.
on the radio
Você procura dentro de você
Você pega as coisas que gosta
E tenta amar essas coisas que pegou
E então você pega todo esse amor que você fez
E crava em alguém
O coração de outro alguém
Bombeando o sangue de outro alguém.
E andando de braços dados
Você espera que isso não seja machucado,
Mas mesmo se isso acontecer
Você simplesmente vai fazer tudo de novo.
Regina Spektor
segunda-feira, setembro 29, 2008
its not an ending.
I was too.
I was too afraid.
I was too afraid to love.
Someone who's far away from me.
I know.
Distance fell us apart.
But you might be sure,
you still have your place in my heart.
domingo, setembro 28, 2008
meio que inesperadamente, como um roubar de uma bolsa, de uma mulher que anda por uma rua super movimentada. Mas sem a tragicidade, é claro. Não pediu pra entrar, só olhou nos meus olhos... E o que teria sido de nós se eu não tivesse te perguntado o nome?
Pois é... exatamente assim como você gosta de dizer.
E enquanto eu solto fagulhas de felicidade nesse momento, por fazer real aquilo que com outras pessoas não pude - pela distância, pela incompatibilidade, ou pela disparadidade de momentos de vida - eu sorrio e quase choro ao ouvir uma das primeiras canções que trocamos...
E já nem quero estar mais aqui, se não for contigo.
E se alguém te perguntar, o que você pensa dessa história de nós, se você acha que tudo vai dar certo. Pode responder que você não se importa, que o vale é que a gente tá perto.
=D
If I fell.
Would you promise to be true
And help me understand
'Cause I've been in love before
And I found that love was more
Than just holding hands
If I give my heart to you
I must be sure
From the very start
That you would love me more than her
If I trust in you oh please
Don't run and hide
If I love you too oh please
Don't hurt my pride like her
'Cause I couldn't stand the pain
And I would be sad if our new love was in vain
So I hope you see that I
Would love to love you
And that she will cry
When she learns we are two
If I fell in love with you
quinta-feira, setembro 25, 2008
sábado, setembro 13, 2008
Pulse
Bateu uma.
Bateu duas.
Bateu três.
E eu que antes pensei,
que era batida de lata.
Logo cedo percebi o engano,
e disse: "não pare, bata!".
Bateu quatro.
Bateu cinco.
Bateu seis.
E eu então já não continha,
qualquer gesto, ou emoção,
Nos falava até besteiras,
com a batida do meu coração.
quinta-feira, setembro 11, 2008
Oi, adeus!
sexta-feira, setembro 05, 2008
Amorfa forma
Eu era um contador de sonhos. Um belo criador de histórias, que destrinchava todas as minhas verdades e mentiras em palavras cuidadosamente selecionadas. Sabia e fingia bem saber o que queria e o que não queria. Tudo o que amava e detestava. Sabia pedir antes mesmo de escolher, e sabia cantar, antes que inventassem a letra e a melodia de uma música.
Muito cedo aprendi e respeitei a minha previsibilidade, dia após dia, vivenciava e apreciava o enjoativo sabor do conhecimento do futuro. Futuro que sempre se confundia com o meu pretérito, quando me esquecia de já ter previsto, ou pensava prever o que já tinha vivido.
Por muito tempo fui e me deixei ser assim, até que a história mais difícil de ser contada me apareceu. Eu podia vê-la como seria, sentir como seria, mas não podia contá-la e nem tampouco vivê-la. Sim. Porque para se contar bem uma história, deve-se vivê-la na minimalidade dos fatos, no rubor da tinta e nas apertadas entrelinhas. E isso foi tudo o que não me aconteceu. Não por não saber criar o enredo, colocar rédeas no ritmo, ou achatar linhas distintas. É que dessa vez, a personagem principal fugia ao meu léxico.
Era uma mulher cuja idade e imagem eu desconhecia. Mas que era bela e mais sábia que eu, eu sabia. Pelas artimanhas da vida eu ocasionalmente a conhecia, em ambiente típico, tão logo me encantava e depois apaixonado me via – ou pensava estar. Ela parecia corresponder, me olhava nos olhos com a mesma precisão, sem desviar. O seu cheiro era sabor, tão qual um perfume de rosa sem cor. E o seu toque, que tão poucas vezes provei... eu não sei descrever.
Foi assim que toda a confusão começou. Eu não tinha dinheiro ou qualquer posição, apenas as velhas e gastas palavras que sempre usava e que no acaso sempre retomava para sair-me de qualquer situação. Mas não com ela, que adjetivos penosamente vestiam e que verbos nunca moviam. Eu me desesperei.
Comprei dicionários, aprendi novas línguas, para ter essa mulher só e inteira pra mim, através da única coisa que sabia dominar, as palavras. Quem me dera ela fosse um verbo desconhecido, mas conjugável. Eu mais cedo ou mais tarde a decifraria.
Queria continuar e terminar de criar a história, e quem sabe até, escrever um final feliz. Mas não podia, não conseguia. Faltavam-me substantivos, verbos, advérbios, adjetivos e até os míseros numerais que nem a quantificar podiam. Eu já não tinha nada, e as palavras que agora não me serviam, me qualificavam como um completo incapaz.
Demorou um certo tempo, até que ela pudesse perceber a minha incompetência. Cansou de esperar, de ter que em vagas palavras filosofar. Cansou do meu contar prolixo e sem nexo algum. Me deu mais de uma chance. Tentou, e tentou até cansar, até que em seguida me deixou.
Parei de escrever desde então, e hoje vago à procura de outra arte que jamais possa me desamparar.
Quanto a ela, ouvi que encontrou calor nas mãos de um escultor, que modela sua vida com forma e solidez. Ele não é de falar muito, mas a faz satisfeita, pois sempre se encontra onde é preciso estar. Ela sente a paixão e a vivacidade da vida. Ele a faz ser feliz, o que eu... só poderia contar.
terça-feira, junho 03, 2008
Toquemos o órgão.
sexta-feira, abril 11, 2008
Nós
não sei o que mais me confunde,
se é a confusa confusão em si mesma,
ou cada idéia que não se funde.
domingo, março 30, 2008
Oportuno oportunismo
para invadir-se, algumas perguntas.
para desistir-se, alguns sonhos.
para subexistir-se, falsas crenças e amores.
para aprender a se amar, alguns dissabores.
Desconexos
Eu olhei para ela.
E juntos ficamos de longe a nos contemplar.
Eu olhei pra ela.
Ela olhou para mim.
De longe mesmo nos separamos,
e ficamos juntos a chorar a tristeza sem fim.
sexta-feira, março 21, 2008
Problema de grandeza
1 - Os seus textos são enormes, dão sono e preguiça de ler.
2- Será que se eu diminuir a fonte fica um pouco melhor para você?
segunda-feira, março 17, 2008
Fator surpresa
Enquanto caminhava por uma das aconchegantes praças de Belo Horizonte, certo dias desses, deparei-me com um indivíduo esquisitíssimo, um idiota. O nome da praça era "Liberdade". Praça da Liberdade. E acho que envolvidos ou determinados pelo clima do ser - livre emanado pelo público espaço em que estávamos, começamos a conversar.
É bem verdade que se fosse por mim jamais teríamos trocado qualquer palavra. Mas meu interlocutor era comunicativo demais, e quando eu nem bem sentei em um banco e perdi-me a ler um livro, ele logo apareceu e puxou assunto.
Começou comentando do tempo, do calor sufocante e outros assuntos meteorológicos mais, pois sim: o tempo é um dos melhores iniciadores de conversa que existe. Passados os frívolos comentários e as previsões para os dias e meses seguintes, ele partiu para o livro que eu estava lendo.
Perguntou sobre o que era, de quem era e para quê era. E eu, que timidamente tinha permanecido bastante em silêncio até então, desatei-me a contar a história do livro...
Ele me ouvia atentamente. Sugava todas as vírgulas, pontos finais e exclamações que eu dizia. Não me interrompeu um momento sequer, até eu terminar a longa narração. E quando enfim terminei, ele sorriu. Sorriu. De rasgar a boca e chorar.
Fiquei apavorado. Apavoradíssimo. Porque a história daquele livro era bastante parecida com a da minha vida. E se ele ria da história, ria de mim. Indaguei o motivo do riso e ele, após recompor-se respondeu:
"Você acha que já sofreu por amor, por não ser amado, mas possui alguém que o ama e, no entanto não é, ou finge não ser, capaz de amar. Você reclama dos poucos bem materiais que possui, mas tem tudo que pode ter. Reclama dos países que nunca visitou, mas os conhece muito bem de longe. Sente falta dos amigos que se vão, mas se recusa a ir com eles. Teme as palavras que podem ser ditas e diz ser amante do silêncio. Ignora o tempo, e ridiculariza a discussão de tal assunto, mas é um dos primeiros a olhar para o céu antes de sair de casa... Engraçado, não? E digo mais, sei de tudo isso porque vivi algo parecido, e felizmente compreendi. Amigo, permita-se! O idiota que você há minutos atrás encontrou em mim, também existe
terça-feira, março 04, 2008
Verde-Clorofila
Completamente branca. Foi assim que ela primeiro me apareceu. No entanto, com o passar do tempo, inevitavelmente de azul se preencheu. Não era um azul uniforme, que na posterioridade pudesse esconder a sua origem branca. Eram, na verdade, traços finamente azulados, que juntos pareciam fazer algum sentido.
Fiquei a observá-la, e após contemplar visualmente a sua transformação, tomei-a nas mãos e fui sentir seu cheiro: um pouco de tudo, foi o único odor que consegui identificar. Desconfiei, então, do seu passado. Por guardar tantos cheiros assim, ela já devia ter sido tocada por muitos e muitas. Eu não.
Ignorei a advertência do olfato e pedi a opinião do meu tato: não cheguei a me admirar, confesso, ao sentir sua textura gasta e um pouco velha, que suavemente pude perceber. Ela possuía traços que, além dos azulados, revelavam que ali havia um bom bocado de vida vivida.
Foi então que percebi como aquela situação estava se tornando deveras estranha, por ela finalmente me parecer familiar. A cada novo olhar que eu a remetia, ela se tornava incrivelmente mais azul.
Parei de escrever.
E finalmente pude entender como eu era fortemente semelhante àquela folha de papel, que vazia e limpa aconteceu, e que com o passar do tempo e o gastar de tinta, de azul se preencheu.
É claro que, no meu caso, além do azul, muitas outras cores também me pintaram. Muitas delas eu jamais pensei que existiriam, e outras que, por serem tão exóticas, já nem me lembro dos nomes. Lembro do vermelho clichê do beijo de amor de uma paixão qualquer, do cinza nebuloso que por avisar a eminente chuva, me fez permanecer em casa, do azul-céu que hoje é tinta para caneta, do verde das árvores que perderam em exuberância para se tornarem meras folhas de papel, e de muitas outras.
Eu tinha, era me perdido nas cores, até em mim, não sobrar cor alguma.
Invejei, momentaneamente, aquela folha por ser agora apenas azul e branco, não sei por quê. Mas dei, em seguida, um sorriso monocromático, meio em preto e branco, ao lembrar que no passado eu fui tão colorido quanto ela foi. E que assim como eu, ela também possui apenas duas cores; ainda que em nossa essência guardemos um pouco do verde-clorofila, bem parecido com o da esperança em tornar-se multicor.